Nossa primeira ação em 14 de agosto de 2008, através de uma carta ao Prefeito, foi para ampliar o terreno do Jardim Itapuã que a "Vó Laura" recebeu em permissão de uso por intermédio da Lei n° 6.684, de 15 de outubro de 2.004. Tivemos, inclusive, a oportunidade de conversar pessoalmente com o Prefeito e explicar nosso objetivo. Mas, infelizmente, a ampliação do terreno não foi possível por questões ambientais (as plantas que nós e a Prefeitura estávamos analisando eram antigas, não atualizadas de acordo com a lei que determina 30m de afastamento do curso d'água).
Depois da impossibilidade da ampliação do terreno do Jardim Itapuã, nova movimentação da Secretaria de Desenvolvimento Social pôde ser verificada na busca da área para alocação do projeto desenvolvido. Uma primeira área de 7.165m², sem destinação oficial à época, nos foi apresentada no Conjunto Righi. Não há como negar que, não só a entidade e seus assistidos, como todos os mais de 150 colaboradores festejaram a referida área. Infelizmente, cerca de um mês depois, fomos informados que a área seria "reservada" para possível ampliação da escola que lhe é vizinha. Foi um "balde de água fria". Mas, todos acreditaram que haveria outra opção de área e que o trabalho continuaria.
Uma segunda área, dessa vez no Residencial Ribeira, nos foi apresentada em julho de 2009 e "aceita por nós" de imediato. A área exigiria um reprojeto significativo da Sede Definitiva, mas seria possível manter todos os nossos objetivos. Infelizmente, novamente, a "destinação" foi suspensa por entender a Prefeitura que precisa ter reserva para uma possível demanda futura para uma escola, uma UBS ou outra necessidade da comunidade.
Fizemos vários contatos com os vereadores: em setembro com o vereador Petiti, ao qual apresentamos todo o projeto e as dificuldades para obter a área; em outubro com a vereadora Dulce Rita, que atua fortemente em Eugenio de Melo. Que, após conhecer nosso projeto e objetivos, consultou "suas bases" e declarou irrestrito apoio à nossa busca por um terreno lá na região. Essas ações ainda não surtiram os resultados necessários...
Tivemos então a idéia de tentar buscar uma doação da BR Properties, atual proprietária da área que pertencia à Ericsson. Fizemos os contatos e conseguimos uma promessa de reunião com os Diretores em São Paulo se a Prefeitura se fizesse representar. Providenciamos um ofício ao Secretário de Desenvolvimento Social, Sr. Kiko, e "convidamos" também, via e-mail, o Chefe de Gabinete, Sr. Santana. Não conseguimos respostas da Prefeitura.
Entretanto, a BR Properties está em negociação com a Prefeitura para viabilizar a expansão do Condomínio Industrial de Eugênio de Melo e, sabendo de nossa necessidade, em uma reunião com o Prefeito aqui em São José, externou seu interesse em nos ajudar através da destinação à "Vó Laura" de parte da área institucional que a Prefeitura exige para aprovação do projeto deles. Fomos falar com a BR Properties lá em São Paulo e isso se confirmou, porém, a destinação imediata não foi possível porque pode ser que a Prefeitura não aprove o projeto da BR Properties e não exista qualquer doação de área institucional. De qualquer forma, nossa proposta ficou lá registrada e nos foi garantido que o assunto seria tratado por ocasião da negociação com a BR Properties. Também a Prefeitura, na pessoa do Chefe de Gabinete, Sr. Santana, garantiu que iria tratar dessa destinação nas tratativas com a BR Properties.
Várias ações continuaram a ser realizadas: reunimo-nos com a vereadora Dulce Rita, mais uma vez, e com ela realizamos a uma reunião com a Secretária de Planejamento, Sra. Cintya, e sua equipe de diretores; tivemos algumas reuniões com o vereador Vadinho Covas que, após conhecer em detalhes todo o projeto, também prometeu conversar sobre o assunto "doação do terreno em Eugênio de Melo" com a Secretária do Planejamento. Em maio de 2010, juntamente com o CMI – Conselho Municipal do Idoso, foi enviada uma carta para a Vereadora Dulce Rita (PV) a qual ficou responsável de entregar, em mãos, ao Sr. Prefeito Eduardo Cury. Essa carta mandada pelo CMI fala de todo o esforço realizado pelo VÓ LAURA e seus colaboradores e cita que a casa pode ser prejudicada pela não liberação de um terreno e consequentemente doações já firmadas.
Novamente não recebemos respostas a respeito da carta.
Desde os primeiros movimentos para ampliação da primeira área até hoje já passou mais de dois anos. Mas, o grupo de voluntários, assim como a administração e população atendida da "Vó Laura", não esmoreceu ou esmorecerá.
Vamos sempre tratar o assunto da forma mais positiva e cuidadosa – não queremos, em momento algum, causar qualquer desconforto ou constrangimento a quem quer que seja. Jesus nos ensinou a perseverança, a fé, sempre com muita paciência e mansidão!